Crédito Pessoal

Enquanto as taxas de juros de Credito pessoal no país, alvo de intensa polemica na ultima semana, não caem, o consumidor tem de ficar atento quando toma empréstimo em banco principalmente em financeiras. Pesquisa feita no site do Banco Central mostra que se os juros médios para empresas e pessoas físicas já são elevados - o brasileiro paga no crédito pessoal em torno de 86,3% ao ano, contra media de 11,4% ao ano em Portugal ou 6,8% ao ano no México – as taxas máximas chegam ás nuvens. Essas taxas acabam assolando desde financiamento de carros até financiamento de projetos.

Atingem, no caso do crédito pessoal de algumas financeiras, picos de até 23,2% ao mês, nada menos que um milhão cento e vinte dois virgula setenta e dois por cento ao ano. É claro que essa não é a taxa de crédito cobrada com maior freqüência aos clientes, ainda que o público alvo desse tipo de empréstimo sejam pessoas de baixa renda que, em geral, têm pouca informação e apenas calculam se as parcelas cabem no orçamento.

Na média, segundo pesquisa da Anefac, as taxas de crédito pessoal ainda são muito altas, mas ficam em 12,8% ao mês ou trezentos e vinte quatro por cento ao ano. O “pico” de taxas dessas instituições, que são formalmente constituídas e têm autorização do BC para trabalhar, acaba se aproximando das cobradas no mercado ilegal que inclui os agiotas. Segundo o consultor Miguel de Oliveira, um dos primeiros a pesquisar os altos custos do dinheiro no país, nesse outro mercado, que enche as páginas de jornal anunciando “crédito pessoal”, as taxas variam bastante. Vão de 8% a 35% ao mês, o que significa juros de até três mil quinhentos e sessenta e quatro por cento ao ano. Aproveite e leia sobre Descontos Cheques e Descontos Duplicatas.